• "CONFIANÇA E VALOR NO FUTURO ENERGÉTICO" MARCA INICIO DA AOG26


    A abertura da 7ª Conferência Internacional sobre Petróleo e Gás (AOG), realizada esta quarta-feira, 9 de Setembro, foi marcada por intervenções que sublinharam confiança, estabilidade dinâmica e transformação de recursos em valor para Angola e África.

    Artur Custódio, Administrador Executivo da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), destacou que “a confiança está no centro: confiança nas relações com investidores, nas instituições e nas pessoas envolvidas no oil and gás”. Sublinhou que estabilidade não significa imobilismo e garantiu que Angola continuará a aperfeiçoar modelos para atingir eficiência. O objectivo é claro: atribuir blocos e transformá-los em descobertas, desenvolvimento e produção. Estão previstos investimentos superiores a 70 mil milhões USD, nos próximos cinco anos, com aposta numa indústria competitiva e cada vez mais integrada no conteúdo nacional.

    Luís Fernandes, Director-Geral do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), lembrou que combustíveis e gás são recursos estratégicos que sustentam transportes, indústria, agricultura e famílias. “Acesso seguro, regular e a preços justos é tarefa primordial”, disse, defendendo maior capacidade de refinação e estocagem, além da melhoria das rotas de distribuição para garantir previsibilidade no abastecimento.

    Osvaldo Inácio, Administrador Executivo da Sonangol, frisou que Angola passou de 20 para 90 concessões petrolíferas e de 22 para 37 companhias no sector. A Sonangol participa em 42 operações, operando 11 delas, e viu o seu capital crescer de 995 milhões para 3,438 mil milhões USD entre 2021 e 2025. “O que nos anima é transformar capital investido em valor. Não basta ter recursos, é preciso convertê-los em valor acrescentado”, afirmou.

    Farid Ghezali, Secretário-Geral da APPO, apelou à cooperação continental: “Devemos converter nossos recursos em investimentos e bem-estar para as populações africanas. Nenhum país africano isoladamente poderá vencer a insegurança energética. Investir em África é construir África”.

    A sessão incluiu ainda um “fire chat” moderado por Verner Ayukegba, com participação do Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, reforçando a dimensão internacional do debate.